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Labirinto

Labirinto

uma colher de mel

entre desgostos e lamúrias

perco-me.

sou um eu perdido num choro

existencial.

vivo à toa nesta embriaguez

que me corrói.

viciado no teu cheiro, que ecoa e

persiste nos meus dias.

és como uma colher de mel,

um pequeno suspiro de alívio

face à tubulência intercalada.

canso-me de ser eu,

em toda a minha essência.

bebedor nocturno, cujo habitat

são os becos escuros

e sem saída da minha exaustiva alma.

perco-me na luz que me anestesia.

quero desligar o sol 

como se fosse um candeeiro banal.

a noite é das putas, dos poetas,

e dos que sofrem de amores. 

a escuridão embriaga-me

e eu deixo-me levar,

como uma maré forte

que me empurra para

destinos desconhecidos.

construí-me deste modo,

à volta de sentimentos abalados

por derrocadas famintas.

abanões constantes mantiveram-me

neste limbo, entre o desgosto mundano

e uma colher de mel - o alívio intercalado.

a minha mãe dava-me mel

quando estava doente.

aconchegava-me. um momento de suspiro.

significava uma folga da escolinha.

é a imagem da relativa indiferença

com que encaro o Tudo

e o Nada.

publicado às 02:04

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